
Entrevistar Muricio Melara foi uma experiência inesquecível. Desde meu primeiro contato por telefone, o arquiteto me contagiou pela forma de falar tão modesta e com tanto conteúdo ao mesmo tempo. No auge de seus 41 anos, Melara utiliza a arquitetura como forma de expressão, para despertar o sentimento de realização pessoal e melhorar a qualidade de vida das pessoas.
Formado no ano de 1993, sua primeira obra foi a sede do IBAMA, na cidade de Guaraqueçada, uma reserva ecológica no litoral do Paraná. De lá para cá, vêm colecionando inúmeros projetos em seu currículo, cada qual com suas particularidades especiais. Confira a seguir a entrevista exclusiva de Mauricio Melara que traduz o estilo arrojado e contemporâneo de um de seus projetos recentes, o edifício Monte Libero, localizado em Curitiba.
"Meu melhor projeto é aquele que eu ainda não fiz e que vai trazer a influência de todos os anteriores". Mauricio Melara
Porque você resolveu cursar arquitetura?
Sempre soube que queria ser arquiteto, até hoje tenho alguns desenhos da infância, cuja a arquitetura já estava lá. Cheguei a trancar a faculdade para viajar e só voltei porque queria terminar o curso.
Como se caracteriza um projeto com sua assinatura?
Todo projeto que faço leva um pouco da minha história pessoal. Do que aprendi, do que fiz, dos lugares por onde passei, das pessoas com quem convivi. Um resultado intuitivo que se une à questões técnicas. Vejo a arquitetura como uma forma de expressão cultural e artistíca.
O que você procura transmitir em seus projetos?
A identidade da obra. As formas não devem apenas delimitar uma edificação. Precisam transmitir o caráter do edifício, o que ele simboliza e como se insere no entorno.
Como é seu método de trabalho?
Totalmente pessoal no início. Desenho muito a mão livre, são folhas e mais folhas de papel. Para projetar uma escola por exemplo, você tem que fazer um exercício de memória. Lembrar de como ela era, de como você interagia com os espaços... Aí o sentimento flui e sua história interage com o projeto. Essa dimensão é poética e muito importante. Depois levo os croquis aos arquitetos do escritório para discussão. Somente após um consenso coletivo é que o projeto vai para o desenvolvimento. A equipe entra e o detalhamento é intenso. Desenhar bastante faz parte da cultura do nosso escritório.
Percebe-se que os conceitos que orientam sua produção envolvem de um lado um mundo racional e de outro um mundo sensível de invenção e ousadia. Emoção, coração e mente são os principais norteadores do seu trabalho?
Arquitetura como forma de xpressão. Das artes, a arquitetura uma das formas mais complexas, poi se relaciona com muitos outros fatores, (desejo dos clientes, valores de mercado, limitações técnicas e financeiras). Se com todos esses condicionantes, eu conseguir olhar para obra finalizada e ficar satisfeito é porque cheguei ao meu objetivo: Melhorar a qualidade de vida das pessoas e despertar o sentimento de realização pessoal através da boa arquitetura.
Formado no ano de 1993, sua primeira obra foi a sede do IBAMA, na cidade de Guaraqueçada, uma reserva ecológica no litoral do Paraná. De lá para cá, vêm colecionando inúmeros projetos em seu currículo, cada qual com suas particularidades especiais. Confira a seguir a entrevista exclusiva de Mauricio Melara que traduz o estilo arrojado e contemporâneo de um de seus projetos recentes, o edifício Monte Libero, localizado em Curitiba.
"Meu melhor projeto é aquele que eu ainda não fiz e que vai trazer a influência de todos os anteriores". Mauricio Melara
Porque você resolveu cursar arquitetura?
Sempre soube que queria ser arquiteto, até hoje tenho alguns desenhos da infância, cuja a arquitetura já estava lá. Cheguei a trancar a faculdade para viajar e só voltei porque queria terminar o curso.
Como se caracteriza um projeto com sua assinatura?
Todo projeto que faço leva um pouco da minha história pessoal. Do que aprendi, do que fiz, dos lugares por onde passei, das pessoas com quem convivi. Um resultado intuitivo que se une à questões técnicas. Vejo a arquitetura como uma forma de expressão cultural e artistíca.
O que você procura transmitir em seus projetos?
A identidade da obra. As formas não devem apenas delimitar uma edificação. Precisam transmitir o caráter do edifício, o que ele simboliza e como se insere no entorno.
Como é seu método de trabalho?
Totalmente pessoal no início. Desenho muito a mão livre, são folhas e mais folhas de papel. Para projetar uma escola por exemplo, você tem que fazer um exercício de memória. Lembrar de como ela era, de como você interagia com os espaços... Aí o sentimento flui e sua história interage com o projeto. Essa dimensão é poética e muito importante. Depois levo os croquis aos arquitetos do escritório para discussão. Somente após um consenso coletivo é que o projeto vai para o desenvolvimento. A equipe entra e o detalhamento é intenso. Desenhar bastante faz parte da cultura do nosso escritório.
Percebe-se que os conceitos que orientam sua produção envolvem de um lado um mundo racional e de outro um mundo sensível de invenção e ousadia. Emoção, coração e mente são os principais norteadores do seu trabalho?
Arquitetura como forma de xpressão. Das artes, a arquitetura uma das formas mais complexas, poi se relaciona com muitos outros fatores, (desejo dos clientes, valores de mercado, limitações técnicas e financeiras). Se com todos esses condicionantes, eu conseguir olhar para obra finalizada e ficar satisfeito é porque cheguei ao meu objetivo: Melhorar a qualidade de vida das pessoas e despertar o sentimento de realização pessoal através da boa arquitetura.

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